Arte na rua: escultura em Portimão
“Lá na foz do rio Arade à beira do mar azul nasceu um dia a cidade mais linda de todo o sul.” Esta é a primeira quadra de “Princesa do Sul”, poema dedicado a Portimão da autoria de João Braz, um dos mais notáveis poetas algarvios do século XX, cuja vida e obra ficaram profundamente ligadas a esta cidade.
João Braz Machado nasceu em São Brás de Alportel, a 13 de março de 1912. Ainda criança mudou-se para Silves e, aos 25 anos, fixou residência em Portimão, onde constituiu família, escreveu grande parte da sua obra e viveu até falecer, em 22 de junho de 1993. O seu talento poético revelou-se muito cedo, conquistando o primeiro prémio de poesia aos 13 anos. Ao longo da vida “obteve centenas de prémios, quase sempre cimeiros”, em Jogos Florais (evento cultural, dedicado à apresentação de poesia e literatura), foi várias vezes eleito “Príncipe dos Poetas Algarvios” e, em 1951, foi aclamado “Príncipe dos Poetas”, nos Jogos Florais Nacionais. Além da poesia, destacou-se como jornalista, escritor, declamador, orador e treinador de futebol certificado.
Em reconhecimento pelo seu legado literário e pelo modo como enalteceu Portimão e o Algarve através da sua poesia, foi inaugurado, no Dia da Cidade, em 11 de dezembro de 2005, o “Monumento ao Poeta João Braz”, da autoria do escultor Arlindo Arez. Executada em bronze patinado, a escultura representa o poeta de corpo inteiro, “segurando na mão num gesto de declamação da sua poesia em frente ao rio com o respeito por este que foi sua fonte de inspiração”. Implantado na Avenida Capitão Fernandes Leão Pacheco, na Zona Ribeirinha, próximo ao Comando Local da Polícia Marítima de Portimão, o monumento faz perdurar a memória de João Braz e a sua ligação à cidade que perpetuou nos seus versos. Para mais conhecimento sobre a vida deste poeta poderá ser consultado o documento PT/AMPTM/CMPTM/D/14/P001:2005 à guarda do Arquivo Municipal de Portimão.