Outras memórias
O 1.º Festival de Gastronomia de Portimão realizou-se entre 22 e 28 de abril de 1996, por iniciativa do Pelouro do Turismo da Câmara Municipal, com o objetivo de “promover a cozinha tradicional algarvia no seu melhor, com ementas variadas e com o requinte que faz dela umas das mais ricas do país”. Apesar do certame ter sido aberto a todos os restaurantes do Concelho de Portimão, de acordo com o cartaz em destaque apenas participaram 18 restaurantes: A Nossa Tasca, Casa Balau, Casa Bica, Dona Barca, Nando’s Frangos, O Forte e Feio, O Mata Porcos, O Nobre dos Petiscos, O Pescador, Restaurante 125 (Mexilhoeira Grande), Restaurante Ao Mar, Restaurante Serv. O Capacho (Alvor), Restaurante Mealha, Restaurante O Bicho, Restaurante O Pai Paulo, Restaurante O Pipo, Restaurante Zizá e Rest-Snack Música-Bar (Pedra Mourinha).
O regulamento determinava a obrigatoriedade de ementas genuinamente algarvias, ”devendo em cada refeição constar uma sopa e/ou entrada, um prato de peixe, um prato de carne ou “comida de panela”, uma sobremesa, vinhos e digestivos algarvios valorizando produtos regionais, sobretudo o peixe fresco e os “frutos do mar””.
O júri convidado integrou Hermínio Rebelo (professor da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão), Hugo Stumpf (diretor da Agência de Viagens Marcus & Harting), José Casimiro (diretor de Produção do Hotel Algarve), José Garrancho (técnico de Turismo da C.M.P.), Manuel Dinis Henriques (chefe de cozinha), Poejo Mendes (professor da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão) e Abílio Lima (vereador do Pelouro do Turismo da C.M.P.).
Sem atribuição de prémios ou classificações, o Festival assumiu-se não apenas como uma iniciativa de valorização do património gastronómico local, mas também como uma estratégia de afirmação da gastronomia enquanto elemento identitário comum e fator de atratividade turística do Concelho.