Monumento ao Bombeiro
Em 2026 assinala-se o centenário da fundação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão, uma efeméride que convida a recordar o Monumento de Homenagem aos Bombeiros, erguido em reconhecimento a todos os homens e mulheres que, ao longo de um século, colocaram a sua vida ao serviço da comunidade. A decisão de avançar com a aquisição da escultura foi tomada por despacho da então Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, em 7 de março de 2017. Da autoria dos artistas Paula Hespanha e Manuel Pedro Ferreira Chaves, a obra apresenta uma composição simbólica inspirada no fogo e em asas, evocando simultaneamente a paz e os anjos da guarda. A escultura, com cerca de 2,5 metros de altura, foi executada em bronze patinado e integra-se numa rotunda com 15 metros de diâmetro, concebida como elemento integrante do conjunto escultórico. As fundações foram executadas em betão armado e a base cónica, sobre a qual assenta a escultura, é revestida a calçada. As inscrições «CORAGEM», «COMPETÊNCIA» e «ABNEGAÇÃO», executadas, de acordo com o “estudo para escultura”, em aço inox ou aço corten, encontram-se aplicadas sobre blocos de grés de Silves. Implantado na rotunda situada junto ao Mercado Municipal e próximo do quartel da corporação de bombeiros, no entroncamento da Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro com a Avenida São João de Deus, o monumento foi inaugurado em 18 de novembro de 2017, no âmbito das comemorações do 91.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão. A documentação respeitante à conceção deste projeto, preservada no Arquivo Municipal de Portimão, constitui um indispensável testemunho do processo que deu origem a este espaço de memória coletiva, particularmente significativo quando se celebram os 100 anos desta importante instituição.
Festival da Sardinha 2001
Em 2026 assinalam-se 25 anos do regresso do Festival da Sardinha de Portimão, uma iniciativa que constitui “um retorno às tradições e acaba por ser também uma forma de relembrar o passado da indústria pesqueira portimonense”. Criado em 1985, o festival rapidamente conquistou a população local e tornou-se um evento emblemático para os turistas. A primeira edição, realizada junto ao edifício da Capitania e ao rio Arade, exigiu mais de 120 dias de preparação e recebeu cerca de 15 mil visitantes. Após vários anos de realização, o certame foi interrompido durante 10 anos, regressando em 2001, organizado pela Câmara Municipal de Portimão e pela Expoarade, “para gaudio das gentes de Portimão”. Nessa edição, decorrida entre 27 de julho e 5 de agosto, no Parque de Feiras e Exposições de Portimão, junto também ao rio Arade, passaram pelo recinto cerca de 35 mil visitantes. O programa integrou sardinha assada, doçaria regional, artesanato, animação e um espetáculo diário de “bailado piro-aquático”. Incluiu também a atuação de artistas como João Pedro Pais, Lenita Gentil, Camané, João Portugal, Bana, Micaela, Ruth Marlene e Marco Paulo, além de grupos internacionais como os italianos Vox Populi, os galegos Budiño e o grupo de rock do cantor e músico franco-argelino Khaled e a cantora angolana Lindú Mona. O festival acolheu ainda teatro com a exibição da peça “Auto das Andanças” pela Companhia de Teatro a Acta e o Festival Internacional de Folclore. Na base de dados online do Arquivo Municipal de Portimão encontra-se disponível, sob o código de referência PT/AMPTM/CMPTM/D/12/014:2001, um conjunto de fotografias que documenta alguns dos diferentes momentos da edição de 2001, testemunhando o regresso de uma das mais emblemáticas celebrações da cidade.
Sociedade Recreativa Alvorense 1.º de dezembro
Entre a documentação preservada no Arquivo Municipal de Portimão encontra-se o pedido de legalização da Sociedade Recreativa Alvorense 1.º de Dezembro, apresentado em 14 de julho de 1946 à Inspeção dos Espetáculos. O pedido é acompanhado pela memória descritiva e por uma peça desenhada, da autoria de Fausto Manuel Rodrigues, composta pela planta topográfica com a localização da associação na então Rua Abaixo (atual Rua Marquês de Pombal), pela planta do edifício e pelos alçados. Esta documentação testemunha a história do movimento associativo do Concelho e as exigências legais para o funcionamento de uma coletividade recreativa em meados do século XX. A memória descritiva refere que a associação ocupava um edifício de primeiro andar, com salão, sala de jogos, direção, instalações sanitárias e quintal, destinado à realização de bailes, leitura e jogos, mencionando também a inexistência de energia elétrica em Alvor. Em 31 de agosto de 1946, o Conselho Técnico da Inspeção dos Espetáculos deliberou que "o projeto seja aprovado, devendo o requerente dar cumprimento às seguintes disposições: 1ª.- Limitar a 20 pessoas o número de pares dançantes quando se realizem bailes que serão sempre privativos para sócios; 2ª.- Não estabelecer na sala, junto às paredes, mais de duas filas de cadeiras; 3ª.- Destinar a bengaleiro um dos compartimentos indicados na planta; 4ª.- Destinar a homens as instalações sanitárias indicadas na planta, construindo mictórios num dos compartimentos, satisfazendo a todas as condições regulamentares de higiene, tais como: água corrente, pavimento impermeabilizado e paredes forradas com azulejo até à altura mínima de 1,50 m.; 5ª.- Construir instalações sanitárias para senhoras, em local distinto das destinadas a homens e nas referidas condições de higiene; 6ª.- Dada a não existência de energia eléctrica, o sistema de iluminação a usar deverá permitir as máximas condições de segurança; 7ª.- Não realizar espetáculos com entradas pagas nem com artistas profissionais; 8ª.- Requerer à Inspecção dos Espetáculos a vistoria regulamentar”.